Escrita Criativa - 8.º Ano

Parece impossível mas sou uma semente

 

Eu sou como uma semente. As sementes são plantadas na terra. Também eu fui "plantada" na barriga da minha mãe pelo meu pai. As sementes tornam-se embriões…

Para o grão, a semente se desenvolverem, precisam de um solo saudável e água. Também eu, para me desenvolver, precisei que a minha mãe fosse saudável, alimentando-se adequadamente para o meu bem-estar, e não se esquecer de beber bastante água.

Passado algum tempo, a semente evolui para planta e sai do solo. Como eu, até que, finalmente, saí da barriga da minha mãe. Nasci!

A planta e a criança, no início, precisam de se habituar às condições do ambiente. Têm necessidades, precisam de atenções, para se tornarem saudáveis, fortes, ágeis. Sem esses cuidados, não se desenvolvem, esmorecem e podem morrer.

A planta, durante o seu desenvolvimento e crescimento, há de enfrentar dificuldades. Na minha existência, como na da planta, também irão surgir obstáculos, que eu vou ter de enfrentar sozinha. A vida é assim!

Ao superar os vários desafios, a pequena semente, que se tornou planta, vai transformar-se numa árvore robusta e frondosa e já não dependerá do jardineiro. Eu também me converterei numa pessoa responsável, independente e capaz de enfrentar as dificuldades com que me depararei no futuro.

As plantas têm muitas vezes de procurar condições favoráveis para o seu crescimento e sobrevivência. Desenvolverão muitas maneiras de se dispersarem e distribuírem a sua população. Pode ser na terra, na água, no caso das plantas aquáticas, e até em rochas. No meu caso, se eu não tiver boas condições no sítio onde estou, também preciso de procurar outro local para me instalar. Tanto posso ir para a cidade como para o campo.

Parece impossível mas sou uma semente!

 

Ana Carolina Manso, Nº2, 8ºB

Parece impossível, mas sou um relógio!


“Escrita Criativa”
O relógio marca o tempo:
as horas, os minutos e os segundos.
E eu, organizo o tempo:
a escola, a dança e os estudos.
E as horas passam, e os dias terminam...
E eu, dou por mim a contar os minutos
para tudo poder aproveitar!
Sim, se eu pudesse seria um relógio,
para poder desfrutar do tempo ao segundo;
e procurar agarrá-lo e,
por momentos, pará-lo.
Se eu fosse um relógio,
enferrujaria os meus ponteiros,
fazia com que estes parassem,
mesmo naqueles momentos preciosos
que o tempo só nos dá uma vez,
podendo não voltar...
O tempo e o relógio funcionam como irmãos.
Mas qual deles é que guia?
Será o mais velho ou o mais sábio?
E em mim? Quem me guia?
A cabeça ou o coração?
Não tenho como descobrir...
Senão, deixar o tempo prosseguir.
Às vezes, gostava mesmo de pará-lo.
Ter esse poder e enfrentá-lo!
Mas o “tic-tac” vai avançando...
E não nos dá tempo de parar.
Nem sequer para pensar,
se queremos avançar ou, simplesmente, descansar.
E, por isso...
O relógio marca o tempo:
as horas, os minutos e os segundos.
E eu, organizo o tempo:
a escola, a dança e os estudos.


Inês Valente Barbosa Pereira

Parece impossível mas sou …

 

Parece impossível

Mas sou uma tela.

Daquelas que começam brancas

E acabam pintadas com aguarela.

 

Cada pincelada

Uma fase da vida,

Tantos momentos coloridos

Que me tornam garrida.

 

Percorro a fase das cores quentes

Cheia de energia,

Cruzarei com o azul

E encontrarei a sabedoria.

 

Exposta aos olhares

Sujeita a opinião,

Mantenho o meu traço

Com convicção.

 

Os anos vão passando

E as camadas se sobrepondo.

As cores vão secando

Como as marcas que vou deixando.

Matilde Fernandes Macedo, 8ºB 

Parece impossível mas já não sou uma criança

 

Parece impossível

O tempo que já passou

Ainda há pouco no berço

Estava a usar um babygrow

 

Quando era pequena

Adorava brincar

Mas agora em adolescente

O telefone não consigo largar

 

Tenho saudades

De estar em pijama

E ficar o dia todo

Deitada na cama

 

Brincar e brincar

Sempre sem parar

De nenhum dos brinquedos

Me conseguiam separar

 

Seria bom

Voltar àquela altura

E ter cada dia

Uma nova aventura

 

 

Carolina Loureiro, nº5, 8ºB

Parece impossível mas sou o vento

 

         Eu sou o vento, o vento com cabeça, olhos, pernas, braços e sentimentos. É assim que eu me sinto, vento. Às vezes, sopro com força, quando estou irritado, para sentirem a minha presença; outras vezes, sou uma aragem suave quando estou calmo.

“Poucos me sentem da mesma forma…” É verdade: tenho bastante amigos, mas poucos deles reparam em mim de igual maneira. Há dias em que notam que eu existo, quando está um temporal, chuva abundante e ventos fortes. Em tempo de seca, pouco sentem a minha falta. Sinto-me tão solitário!

          “Poucos me sentem da mesma forma…” Uns gostam mais de mim, outros menos. Há vezes em que os que não gostam de mim vêm à minha procura, num dia de muito sol, pois precisam de um ventinho para se refrescarem. Mas os verdadeiros estão sempre comigo, acompanham-me, quer esteja sol, quer esteja chuva.

          “Poucos me sentem da mesma forma…” Em certos momentos, tenho de lhes soprar no ouvido para notarem a minha presença. Tenho medo dos comentários que fazem a meu respeito nas minhas costas. Por isso, ando a trabalhar o assunto e sinto que estou a melhorar.

         Cheguei à conclusão que o melhor a fazer é seguir a vida à minha maneira e não me importar com as opiniões dos outros.

“Poucos me sentem da mesma forma…” Sou o vento…

   Diogo Almeida, 8.º B

“PARECE IMPOSSÍVEL, MAS SOU UMA CANOA…”

Parece impossível, mas sou uma canoa.

Não por fora, mas sim por dentro.

Viajo para onde quero

E mesmo no tempo…

 

Atravesso rios bons e rios maus,

Dias calmos e dias de tempestades.

Encontro muitos obstáculos,

Mas enfrento sempre as realidades.

 

Ouço histórias sem fim

Rio e choro com elas.

De minhas lágrimas se formam

As águas mais belas…

 

Sou companheira de viagem,

Vejo de tudo um pouco,

Às vezes chego à margem

Cansada de um percurso louco.

 

Gosto de conhecer o mundo,

De novas coisas aprender,

E quando encontro algo novo,

Imagino logo o que possa ser!

 

Nem sempre sou eu própria,

Para aos outros agradar.

Tal como José Gomes Ferreira diz,

Para a sepultura os meus segredos hei de levar.

Inês Silva

Parece impossível mas sou um astronauta

Parece impossível mas eu sou um astronauta, mesmo sem nunca ter estudado para isso.

Eu sou um astronauta porque, mesmo que seja apenas em pensamento, viajo por vários planetas devido à minha imaginação. Muitas vezes, enquanto o meu corpo está no meu quarto, a minha mente viaja livremente, lembrando momentos especiais ou até visualizando as mais mirabolantes histórias. Além disso, como todo e qualquer astronauta, sou apaixonado pelo desconhecido e busco sempre algo novo.

            É por tudo isto que sou um astronauta. São estes pensamentos que me fazem vaguear, sair do meu planeta e rumar a outras órbitas, à procura de outros mundos.

 

Lúcio Ferreira, 8.º A

Vocábulos e temas da Pandemia

 
Conexão. Amor.  Nuno Castendo 10.º A...j

O que nos rodeia não nos define

 

Poderá a privação daquilo que julgávamos garantido mudar a essência do ser humano?

Sentimos mil capacidades a nascer dentro de nós: devaneamos, imaginamos, examinamos e a perplexidade aumenta, agiganta-se: Quem somos nós? O que queremos ser?

Com a crença que poucas pessoas se conhecem realmente ou têm vontade de melhorar os seus atos, constamos que o ser humano, normalmente, dá por garantido tudo aquilo a que tem acesso, considerando que pode controlar tudo e todos. Este pensamento é bastante absurdo a nosso ver, porque todos nós somos presenteados com situações, boas ou más, na nossa vida que não estamos a contar. Um exemplo que comprova a nossa afirmação, é o COVID-19. Se nos dissessem há uns meses atrás que um vírus nos ia deixar confinados em casa e que ia parar o mundo, provavelmente, não acreditávamos. Tal como as outras pessoas, enfrentámos o mal-estar de viver a maior parte do tempo delimitados por paredes. Então usamos as energias para fazer que mais gostamos, a aprender coisas novas, a experimentar. Assim, ontem fotografamos a solidão que passeia pelas avenidas, ruas e becos, fizemos pizzas e bolachas, fizemos um podcast, visionamos tutoriais para usar o Zoom, fazer vídeos, (…), presentemente anotamos tudo em fotografia e desenhos. Em todo este tempo, fomos assaltados por nostalgias com ar livre e aragem no rosto e projetamos miríades de atividades com os amigos. O que fazemos mais e com melhor qualidade é trocar mensagens com os colegas e os amigos, em que as interjeições são mais do que as palavras, pois não é fácil conciliar as aulas à distância, o olhar vigilante dos nossos pais e professores e os apelos do irmão mais novo, do gato e do cão! Portanto, provamos a nós próprios que esta situação também pode ser vista de uma forma mais positiva. Assim, as pessoas poderão pensar nas suas atitudes e modos de interagir com os outros e as circunstâncias que enfrentam. Deste modo, estamos convictos, que a natureza das pessoas pode ser melhorada com as dificuldades vividas no ambiente de pandemia. Por outro lado, também entendemos que isto pode ser um processo difícil visto que poucas pessoas se conhecem realmente ou têm vontade de melhorar os seus atos.

Em suma, apelamos à nossa sociedade para que olhem para este período de confinamento com " outros olhos ", ou seja, que em vez de pensarem na situação como algo negativo, observem a mesma como uma nova oportunidade de aperfeiçoar as suas atitudes e comportamentos, dando prioridade à construção do seu ser em detrimento do ter, em ampliar a abertura ao mundo e contribuir para uma maior união entre as pessoas.

Mafalda Lacerda e Nuno Castendo, 10.ºA

Os novos vocábulos da pandemia

A COVID-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2).

A doença foi detetada pela primeira vez em Wuhan, na província de HubeiRepública Popular da China, a 1 de dezembro de 2019; em Portugal, o 1.º caso confirma-se a 2 de março de 2020; a OMS (Organização Mundial de Saúde) declara a doença como pandemia a 11 de março.

Neste contexto epidemiológico à escala planetária, surgem no nosso vocabulário do dia a dia palavras/expressões repetidamente ditas/ouvidas que, em circunstâncias “normais”, nunca usaríamos ou que ganharam uma carga emocional inesperada.

 

Assim, se verifica o dinamismo da língua, que se adapta às transformações do mundo e evolui com este.

 

11.º A

vocabulos.jpg

Por que razão as pessoas têm tanto medo de um vírus, mas não têm medo da destruição que causam no quotidiano?

 

Subscrevendo John Stuart Mill, defendo que o que torna uma ação correta é o prazer mais elevado que proporciona ao mais vasto número de pessoas, ou então o mínimo de desprazer ou de sofrimento ao menor número de pessoas. Por isso, o mundo em que vivemos, em que uns vivem abaixo do limiar da pobreza (muitos) enquanto outros são cada vez mais ricos (poucos), é fonte de perplexidade crescente!

É certo que o ser humano apresenta uma faceta egoísta, pois o seu primeiro impulso, antes de realizar uma ação, é pensar nas consequências que esse ato lhe vai trazer e só depois se esse mesmo ato irá afetar, ou não, os outros ou os efeitos que terá no mundo. Normalmente, as pessoas concebem a felicidade como um sentimento que as faz sentir bem, provoca bem-estar e sorrisos e que nem sempre é duradoura e frequente. E, por isso, quando a sentimos é como um tesouro e valorizamo-la muito.

A felicidade pode ser ténue ou intensa, sem tempo certo de duração. Ora, quando o prazer provém do exercício do pensamento, envolvendo o sentimento e a imaginação fazem-nos viver o amor, a liberdade, o conhecimento e toda a beleza das coisas, motivando para a concretização dos nossos objetivos.

 Inesperadamente, o vírus COVID 19, entrou no nosso viver quotidiano provocando o temor por ser invisível e perigoso, mas, acima de tudo, por ser mortal. Tornou-se uma obrigação deixar a nossa rotina, adquirir novos hábitos, distanciarmo-nos de amigos e familiares e de tudo o que gostamos de fazer. Instalou-se o isolamento, o medo, as mortes… e fez-nos repensar em muitas coisas que nos faziam felizes.

Surgem-nos muitas dúvidas e uma certeza: a necessidade de reaprender a conquistar a felicidade e a ter mais confiança e, a refletir em muitas das nossas ações e pensamentos. E uma verdade impõe-se: a destruição que causamos no quotidiano, a fome grassa no mundo, as assimetrias, não são menos importantes do que o vírus. O egoísmo do ser humano, levou-o a pensar que podia sobreviver com isso, embora não agisse bem, agia como se não fosse propriamente mortal. Além disso, muitos poluem o ambiente e não se importam com o impacto causado no mundo, pois querem atingir a sua realização pessoal e felicidade sem pensar na destruição que provoca à sua volta e que pode afetar os outros, podendo levar à extinção da espécie humana.

Em conclusão, apesar de este vírus ser um pesadelo mundial, trouxe a consciencialização de muitas atitudes humanas. O confinamento fez decrescer a poluição, há menos lixo nas ruas e gazes no ar dos veículos, as águas mais limpas e, apesar de muita tristeza e miséria, também trouxe muita solidariedade humana e entreajuda. O futuro é incerto, mas sabemos que queremos ser felizes, então o melhor é lutar pelo efetivo respeito dos Direitos Humanos, com a consciência de que as consequências dos nossos atos se podem refletir nos outros e no mundo, ou seja, precisamos de ser menos egoístas e mais humanos, vivendo no presente com uma visão prospetiva.                                                                     

Marta Sofia Martins Rodrigues (10.º D)

Será que somos livres?

Tendo em conta a situação atual, de pandemia, em que todos nós nos encontramos, fomos, de forma repentina e inesperada, forçados a seguir várias normas, sendo uma delas o confinamento social. Obviamente que estas normas são aplicadas para bem de toda a comunidade e de forma a evitar o pior, que seria a propagação do vírus, Covid-19. Em face a esta situação, será que ao reivindicarem de nós tantas normas que terão que ser cumpridas, poderemos ser livres?

Na nossa opinião, as pessoas que agora terão que permanecer em casa - obedecendo à lei, possuirão uma liberdade, em parâmetros que antes não dominavam. No nosso quotidiano, temos sempre algo que fazer, o nosso dia é ocupado com trabalho, passatempos, tarefas, deslocações, etc. Vivenciamos um percurso de vida bastante automático, quase sem pensar, tornando hábitos em rotinas. Dado esta constatação, podemos aproveitar a oportunidade de ter um tempo livre e de o aproveitar para uma reflexão mais consciente e exercitar a liberdade de pensar, de ser e de agir. Assim sendo, ultrapassaremos a dificuldade de enfrentar o tempo livre em que não sabemos o que fazer, tornando-se por vezes maçador. Ao invés, podemos usá-lo, de forma positiva, a nosso favor, oferecendo-nos a oportunidade de refletir e agir perante as situações, conjugando diversos conhecimentos de modo a repensarmos os nossos princípios e valores, que futuramente poderemos adotar na nossa ação.

Frequentemente, o ser humano recorre a coisas desnecessárias e inúteis para alcançar a felicidade, não dando um real valor às pequenas coisas e a pessoas que nos trazem uma felicidade verdadeira. Instalado o isolamento social, verificámos que algo tem vindo a mudar e muitas pessoas começam a aperceber-se que o amor e felicidade estão num simples abraço e sorriso, e não em bens materiais aos quais facilmente poderíamos abdicar. Os problemas como a morte, a doença, o desemprego, a solidão, … a nosso ver, ajudam-nos a distinguir o essencial do acessório, o que permitirá mudar bastante a mentalidade de muitos seres humanos. Por outro lado, também esquecemos facilmente… No entanto, quando se enfrenta situações-limite e se aprende com próprios os erros, a mudança tende a ocorrer.

Assim, é nossa convicção de que, quando esta situação for superada, iremos dar mais valor às pequenas coisas, bem como aos valores imateriais e espirituais. Em todo o caso, temos a noção de que, rapidamente, vamos muitas vezes esquecer o que é estar privado daquilo que realmente nos traz felicidade e voltaremos a dar mais valor às coisas supérfluas.

Concluindo, devido a tudo o que estamos a passar nos tempos de hoje, a mentalidade do ser humano está a mudar e começamos a aperceber-nos do que realmente nos traz a felicidade, a importância de repensar a nossa relação com os outros e o mundo, numa visão prospetiva, conscientes de que, após tudo isto acabar, seremos tentados a cair no erro de dar mais valor àquilo que nos traz uma falsa felicidade.

 

Victória Moreira e Maria Lino (10.ºC)

25 de Abril: um sonho de LIBERDADE

 

No dia 25 de Abril de 1974 todas as mentes revolucionárias, que guardavam a fé e a esperança no seu coração, reuniram-se pelo sonho de uma vida melhor e de liberdade.

A população fora privada de muitos direitos: ninguém podia expressar a sua opinião, partilhar os seus pensamentos, ou concretizar sonhos.

As pessoas já não conheciam a palavra Liberdade. Os salazaristas controlavam tudo e torturavam (mais concretamente a PIDE) quem porventura pensasse em opor-se.

No dia 25 de Abril de 1974 foi conquistada a tão desejada liberdade e fraternidade.

Temos de ser gratos àqueles que nunca desistiram de lutar pelos direitos que mereciam pois, se não fossem esses sonhadores, hoje em dia, viveríamos numa realidade completamente diferente.

 

Todos temos o direito de expressar as nossas emoções e seguir o nosso caminho.

Todos merecemos ser LIVRES e FELIZES!

 

Beatriz de Miranda, 7.º B

25a.jpg
CONFINÉ

CONFINÉ

Déconfiné

Déconfiné

Ler é

Ler é

vocabulos

vocabulos

Poema25Abril_EduardaCabral

Poema25Abril_EduardaCabral

es

es

To play, press and hold the enter key. To stop, release the enter key.

“O Clube dos Poetas Mortos”

 

No âmbito da lecionação do conteúdo da disciplina de português – Texto Poético – a professora Patrícia Lau Duarte propôs uma atividade à distância: ver o filme “O Clube dos Poetas Mortos”.

O balanço revelou-se francamente positivo uma vez que não só os alunos, confinados às suas casas em tempos de pandemia, adoraram, como ainda mobilizaram as suas famílias a sentarem-se e a recordarem um filme que se assume como um ícone na história de muitos pais dos nossos alunos.

A proposta era simples: ver e construir um “miniquiz” a ser aplicado em formato Kahoot nas aulas seguintes.

Os alunos, mesmo distanciados fisicamente, sentiram-se envolvidos num mesmo propósito, numa mesma mensagem, num mesmo ideal – CARPE DIEM! E, acima de tudo, a olhar a poesia de outro modo, sob outro prisma!

Seguem-se algumas opiniões.

 

Na minha opinião, o filme "O clube dos poetas mortos" é esplêndido.

Neste filme é retratado um professor, John Keating, que tem métodos de ensino “fora da caixa” e ensina os seus alunos a pensar por si mesmo e a seguirem os seus sonhos. Além disto, é também retratado um grupo de alunos que recupera o clube dos poetas mortos, ao qual o seu professor tinha pertencido.

Também são apresentadas diferentes formas de ver o mundo, que, a meu ver, é muito importante no desenvolvimento cognitivo das pessoas, como, por exemplo, a definição de poesia, que nos manuais aparecia como uma fórmula matemática, mas, na realidade, tem a ver com a paixão dos homens.

Outro ponto abordado no filme que também tem extrema importância para mim é o facto de incitar os jovens a seguir os nossos sonhos, em que Neil descobre a sua vocação e, mesmo com a desaprovação do pai seguiu em frente, isto que se aplica muito aos dias de hoje, em que temos de correr riscos e abdicar de muitas coisas para os alcançar.

Para concluir, eu gostei muito do filme em questão e, mesmo sendo antigo, a sua mensagem é intemporal.

Tomás Silva, n.º 28, 9.º G (via Wakelet)

 

Na minha opinião, o filme " O Clube dos Poetas mortos" é um filme bastante inspirador para os estudantes, porque mostra que devemos ser nós mesmos a decidir o nosso futuro para sermos felizes.

Mais do que ensinar inglês, Keating inspira os seus alunos a perseguirem os seus sonhos, independentemente daquilo que lhes é impingido por outras pessoas. Ensina-lhes que, às vezes, é necessário contestar e revoltar-se contra o sistema, contra as restrições nas leituras, contra tudo o que os impede de serem livres-pensadores. E neste contexto é-lhes apresentado pelo professor o “Clube dos Poetas Mortos”, onde são feitas as leituras de poetas como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron. O lema do clube tem duas palavras – “Carpe Diem” -, que, em suma, significa aproveitar a vida, tão curta que é.

O filme mostrou-me que “aproveitar o dia e fazer as nossas vidas extraordinárias” não é apenas uma frase bonita, mas sim uma obrigação moral. Que nós somos as nossas próprias limitações e que o nosso dever enquanto indivíduos é lutarmos contra o conformismo e fazermos aquilo que sabemos que nos vai fazer mais felizes.

Recomendo o filme, pois é inovador e muito prestigiado.

Catarina Gonçalves, n.º , 9.º F (via Wakelet)

 

A minha opinião sobre o filme "Clube dos Poetas Mortos" é muito positiva.

Acho que este filme, apesar de antigo pois estreou em 1989, fala de assuntos muito atuais e importantes para todas as gerações. Este passa-se numa universidade prestigiada e conservadora, na qual o futuro dos alunos é determinado pelos seus pais, o que leva à principal tragédia que ocorre no filme. Quando um novo professor de literatura inglesa aparece, John Keating, com métodos inovadores e o lema Carpe Diem, encorajando os alunos a decidirem o seu futuro, a verem o mundo de diferentes perspectivas, a arrancarem páginas do livro e até a criar um clube de literatura, revoluciona o ensino e ajuda os alunos aencontrarem a sua voz no mundo.

Esse clube reunia-se durante a noite para ler e discutir poemas e clássicos. Ao longo do filme um dos alunos, Neil, apercebe-se do seu amor pela representação e deseja tornar-se ator, um sonho não apoiado pelo pai e que, eventualmente, o leva a cometer suicídio. O professor foi acusado de contribuir para o acontecimento trágico e foi demitido, deixando para trás alunos que o veem como um exemplo e que procuram seguir os seus conselhos.

Eu apreciei este filme, pois partilho a opinião de que, se nos ensinarem, nós lembrar-nos-emos, mas, se nos envolverem, nós aprenderemos, e sem dúvida que o professor Keating abriu asas à imaginação dos seus alunos, ensinou-lhes a terem a sua voz, a sua opinião e a seguirem os seus sonhos, tudo graças ao seus métodos.

Concluindo, acho que este filme deveria ser visto por gente de todas as idades e, principalmente, os adolescentes que o assistem devem refletir sobre os seus objetivos e o seu futuro, lembrando-se sempre de aproveitar a vida. Este filme é sem sombra de dúvida motivador e encorajador para adolescentes da nossa idade.

Beatriz Mesquita, n.º8, 9.º F (via Wakelet)